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O caderno de receitas na gaveta da Dona Iolanda
Tenho quarenta e três anos e moro em Curitiba há quinze. Foi há três semanas, numa terça de outubro
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A geleia de figo da Dona Neuza
Minha nora riu quando abriu a despensa e viu os potes de geleia de figo e o molho de tomate que eu tinha
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A Costureira da Rua Aurora Que Recusou os Sessenta
Regina Bezerra tinha cinquenta e sete anos e uma tesoura de aço que herdara da mãe. Trabalhava numa loja
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Uma cadeira vazia na mesa de domingo
Regina tinha sessenta e dois anos e uma regra que ninguém em Ribeirão Preto conseguia entender: nunca
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Felicidade forçada: os R$ 4.800 que a sogra colocou na mesa em Curitiba
— Na nossa família nunca teve mulher seca. Essa aí é que precisa se tratar, minha filha. Foi assim que
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O caderno que ficou fechado por dez dias
Regina Bittencourt tinha treze anos de sala de aula quando aprendeu que setembro, no Brasil, também podia
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O canteiro que o seu Osvaldo não colheu
Dona Marlene tinha setenta e um anos e uma régua de madeira pendurada atrás da porta da cozinha, daquelas
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O vestido de sete camadas que a Dra. Vanessa Katembo levou ao concurso de Kampala
Vanessa Katembo tinha trinta e quatro anos e uma cicatriz de doze centímetros abaixo do umbigo quando
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O vestido de sete camadas que a Dra. Vanessa Katembo levou ao concurso de Kampala
Vanessa Katembo tinha trinta e quatro anos e uma cicatriz de doze centímetros abaixo do umbigo quando
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Felicidade pura: a cachorra cega que não largou o cobertor do filho em Piracicaba
Foi o marido de Renata Ferraz quem viu primeiro. Numa quinta à noite, na sala da casa deles em Piracicaba
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